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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desfile Inclusivo em Goias

Feira Integrar em Goiânia iniciou no dia 17 e foi até 19 de dezembro no Centro de Convenções de Goiânia (assista o vídeo abaixo). Durante os três dias do evento o público foi convidado a pensar em acessibilidade no mais amplo sentido da palavra. Houve várias exposições de produtos, seminários, palco de shows e um desfile inclusivo com a participação da nossa amiga e fotógrafa, Kica de Castro.
Segundo informações de Kica, neste desfile e durante as atrações, também não houve o serviço de audiodescrição. No entanto um grupo de pessoas com deficiência visual (expositores), convidaram pessoas sem deficiência para o desafio de passear pela feira de olhos vendados.

Veja algumas fotos de modelos profissionais com deficiência e novos talentos da Agência Kica de Castro.


Carina Queiroz (paraplegia) e Jane Freitas (amputação)

A sensualidade e beleza de Iones Alonso (amputação)


Leia mais: http://www.deficienteciente.com.br/#ixzz18sZ3x2Jz

Parceria oferece exame de DNA a pessoas com deficiência

A Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Ministério Público Estadual vão implantar em 2011 programa voltado às pessoas com deficiência que não têm a paternidade reconhecida. “Essa parceria viabilizará o desenvolvimento de ações específicas de inclusão de pessoas com deficiência. Algumas delas têm dificuldade em ter a paternidade reconhecida, um direito de todo o cidadão”, destacou Irajá de Brito Vaz, secretário especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Inicialmente, o Programa de Desenvolvimento de Paternidade – Exame de DNA vai fazer um levantamento para identificar pessoas com deficiência em Curitiba que não tenham a paternidade reconhecida.
O programa também vai elaborar uma listagem com os dados pessoais desse público e realizar os exames de DNA. Para 2011 está prevista a realização de 250 exames. O custo estimado do programa é de R$ 1.993.754,59 e estão previstas a construção e implantação de um laboratório e a aquisição dos equipamentos e dos bens de consumo.
“A iniciativa nasceu nas reuniões promovidas entre representantes do Ministério Público, Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Secretaria Municipal da Saúde, além das Universidades Estaduais (UEL, UEM, UEPG, UNICENTRO e UENP)”, explicou o secretário.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cidade Medieval ganha prêmio de Acessibilidade

A cidade espanhola de Ávila é primeira a receber novo prêmio Access City Award, que reconhece melhorias de acessbilidade para deficientes. Apesar de sua arquitetura medieval, que é um desafio para alterações.

A cidade histórica espanhola de Ávila, cercada por uma grande muralha, foi reconhecida pela Comissão Europeia por ter realizado melhorias significativas no acesso e em oportunidades de emprego para pessoas portadoras de deficiências. Ávila venceu outros três finalistas, Barcelona, Colônia e Turku, e ganhou o primeiro prêmio Access City Award.

A Comissão elogiou Ávila pelo plano de longo prazo que vem implementando, desde 2002, a fim de tornar-se mais acessível e agradável a pessoas com deficiência. Ele inclui a melhoria da acessibilidade aos edifícios públicos e a criação de incentivos para a iniciativa privada, além de desenvolvimento de instalações turísticas acessíveis e de mais oportunidades de emprego. Pessoas com deficiência também estão incluídas no processo de planejamento.


Diversas categorias 
De acordo com Noelia Cuenca Galán, encarregada de acessibilidade de Ávila, as melhorias na cidade incluem diferentes categorias, levando em consideração diversos tipos de deficiência, como cegueira, imobilidade e doença mental.

Segundo ela, a cidade tenta eliminar as barreiras físicas e arquitetônicas em edifícios públicos. "Apesar e mesmo justamente por causa da herança cultural e da riqueza de lugares históricos", disse Cuenca Galán à Deutsche Welle.

"Não seríamos uma cidade que representa o patrimônio cultural se este patrimônio não fosse acessível a todas as pessoas", acrescentou Galán.

Arquitetura medieval requer criatividade
A arquitetura medieval, com muitas ruas estreitas e calçamento de pedras, faz com que adaptações de acessibilidade sejam relativamente difíceis em Ávila. Noelia Cuenca Galán enfatizou a necessidade de criatividade na busca de soluções para um desafio como este, já que os lugares históricos não devem ser danificados no processo de alteração.

Uma das melhorias inclui elevadores e rampas especiais, instalados nas famosas muralhas medievais da cidade, para que os visitantes de cadeira de rodas possam chegar ao seu topo. Segundo Cuenca Galán, poder subir a muralha pela primeira vez é um momento muito emocionante para essas pessoas. "Muitas delas nunca estiveram em cima da muralha antes, apesar de terem vivido aqui toda a vida", ressaltou.

Nas decisões de melhoria, a cidade coopera com organizações locais que representam os interesses das pessoas com deficiência, como a ONCE, organização nacional espanhola de apoio a deficientes visuais.

"Sem esta cooperação, não teríamos conseguido muito", afirmou Galán. "Se não ouvirmos o que estas pessoas com deficiência têm a dizer, não podemos contribuir para melhorar a situação deles."

Consulta a deficientes é fundamental
A funcionária admite que não é Ávila, de maneira alguma, uma cidade "perfeita", mas diz que está determinada a prosseguir o projeto de desenvolvimento de acessibilidade.

O prêmio Access City Award é uma das iniciativas previstas na nova estratégia de dez anos da Comissão Europeia para uma Europa sem barreiras.

Lançado pela Comissão em julho de 2010, o concurso esteve aberto às cerca de mil cidades da União Europeia com mais de 50 mil habitantes. Os jurados analisaram 66 candidaturas provenientes de 19 dos 27 Estados membros da UE.

"As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que as outras, mas a acessibilidade é um pré-requisito para que elas possam gozar desses direitos", afirmou Viviane Reding, comissária europeia para Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. Ela acrescentou que o Access City Award foi criado para "inspirar e motivar cidades que ainda têm mais progressos a fazer".

Deficiente aprova esforços
Kay Macquarrie é paraplégico e viveu em várias cidades da Alemanha, incluindo Kiel, Bonn e Colônia – uma das finalistas do prêmio. Ele aplaude os esforços para melhorar a vida das pessoas com deficiência nos países europeus.

Macquarrie acha que as condições gerais para pessoas em cadeira de rodas, como ele, poderiam ser melhoradas em muitos aspectos, especialmente quando se trata de transporte público e da localização dos banheiros em restaurantes e bares. Mas ele também reconhece que houve progresso nos últimos tempos.

"Nos anos 80 e 90, parecia que arquitetos e urbanistas nunca tinham sequer ouvido falar do conceito de acessibilidade", disse Macque à Deutsche Welle. "Mas agora o assunto está atraindo muito mais atenção."

Embora os milhares de locais históricos da Europa apresentem grandes desafios à acessibilidade, Ávila é a prova de que eles são superáveis.

Autor: Eva Wutke, Johanna Wollin (md) 
Revisão: Augusto Valente

Fonte: http://www.dw-world.de/ e Deficiente Ciente

sábado, 18 de dezembro de 2010

São Paulo ganha 0800 para orientar pessoas com deficiancia e seus familiares

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência inicia serviço pelo 0800 – 7733 – 723
O serviço tem como objetivo prestar esclarecimentos e informações relativas aos direitos e outros assuntos relacionados às pessoas com todos os tipos de deficiência via telefone e e-mail.
A Secretaria criou um número telefônico 0800, cujas letras no teclado telefônico correspondem às siglas da SEDPcD. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 20h00 e aos sábados, das 8h00 às 14h00, e será realizado por atendentes com deficiência capacitados para a função.
O COE foi inicialmente criado pela Lei Nº 12.085, de 05 de outubro de 2005 e regulamentado pelo Decreto nº 50.572, de 1º de março de 2006. O Decreto nº 54.510, de 27 de julho de 2009, altera a denominação do COE e o transfere para a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

 Jornal de Barretos em 18/12/2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Conselho Estadual realiza XV Seminário Estadual da Pessoa com Deficiência

No XV Seminário Estadual da Pessoa com Deficiência serão eleitos os membros da sociedade civil que o comporão, na gestão 2011/2013, o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência
O Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência - CEAPcD, está se preparando para realizar no próximo ano no dia 12 de maio, o XV SEMINARIO ESTADUAL DA PESSOA COM DEFICIENCIA, ocasião em que, em pleito eleitoral, serão eleitos os membros da sociedade civil que o comporão no próximo mandato, gestão 2011/2013.

Os 10 Núcleos Regionais começaram os Encontros Regionais no dia 1º de setembro de 2010 e se reunirão até o dia 06 de março de 2011, elegendo seus representantes. No encontro, o Núcleo escolhe dentre as lideranças locais 6 (seis) representantes, sendo 3 (três) representantes das entidades "DE" e 3 (três) das entidades "PARA", que iram concorrer no Seminário Estadual à vaga de Conselheiro Estadual, além de elegeram, também, o Grupo Coordenador do Núcleo regional.

Dos 60 (sessenta) delegados eleitos entre setembro e março nas reuniões dos 10 (dez) Núcleos, 20 (vinte) serão selecionados como membros titulares do Conselho, enquanto outros dez serão suplentes, eleitos no Seminário Estadual.

Os membros eleitos do Conselho terão a responsabilidade de manterem contato freqüente e participação ativa nas reuniões periódicas de seu núcleo, bem como nas plenárias do Conselho, ouvindo e encaminhando as sugestões da sua região.
- Regimento Interno: 
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/usr/share/documents/REGIMENTO_INTERNO.doc

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

APOSENTADORIA ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A APOSENTADORIA ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DEVERIA SER APROVADA COM A MESMA RAPIDEZ QUE FOI APROVADO O SALÁRIO DOS PARLAMENTARES, MINISTROS, PRESIDENTE E VICE!!

Convido você, caro leitor, a assinar o abaixo-assinado a favor da aprovação imediata da Aposentadoria Especial para Pessoas com Deficiência. Este abaixo-assinado, o qual eu já assinei, foi criado pelo escritor e pessoa com deficiência, Ari Hech.

Só para recordar, a Aposentadoria Especial de autoria do ex-deputado federal Leonardo de Mattos, foi aprovada pela câmara dos Deputados no dia 14/04/10. No momento o projeto está no Senado Federal para análise. Entretanto já se passaram OITO MESES e nada do senado aprovar. Enquanto os senadores estão pensando e discutindo o que fazer, diversas pessoas com deficiência estão se aposentando e recebendo salário por tempo de contribuição. Fico imaginando qual deve ser o valor desse salário... Isso não é justo!

Segundo estatísticas oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa de vida das pessoas portadoras de deficiências é reduzida em pelo menos 10%. O que significa que, se a média de vida do cidadão brasileiro é de aproximadamente 60 anos, a média de vida de um portador de deficiência é de 54 anos. E como a legislação brasileira prevê aposentadoria somente com mais de 60 anos, a probabilidade de um trabalhador portador de deficiência se aposentar será remota nos moldes que aí estão.

Excelentíssima Presidente Dilma Rousseff e Srs. Senadores deem uma atenção melhor para as pessoas com deficiência. Regulamentem, com urgência, esse artigo constitucional, a fim de melhorar a qualidade de vida de pessoas que não têm mais condições de trabalhar. Não permitam que as mesmas sejam prejudicadas!!

Conclamo a todos os amigos na divulgação destas informações. (Vera- Deficiente Ciente) 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Senado aprova projeto que garante ensino a pessoas com deficiência em casa

O Senado concluiu nesta terça-feira (14/12) a votação de projeto de lei que garante educação em domicílio à deficientes que, por incapacidade física que impeça a locomoção, possam freqüentar a escola regularmente. O projeto de lei foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação e agora vai à apreciação na Câmara dos Deputados.

O autor do projeto, Augusto Botelho (sem partido-RR), destacou que a legislação brasileira que trata da educação da pessoa com deficiência em escolas especiais e em instituições hospitalares onde o aluno esteja internado nada diz sobre o aluno com deficiência que não tenha condições de sair de casa para freqüentar a escola.

“É certo que essa dificuldade é real e não pode servir de motivo para que a pessoa com deficiência deixe de ter garantido seu direito constitucional à educação”, acrescentou o parlamentar. Segundo ele, compete ao Poder Público prover todos os meios e recursos para que o estudante tenha seu desenvolvimento educacional garantido, inclusive em sua residência.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010





A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, convida para a cerimônia pública da entrega do Prêmio Governo do Estado de São Paulo - Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência 2010, a realizar-se no dia 15 de Dezembro de 2010, às 17h00*. Cerca de 300 inscrições participam do processo de seleção.
O objetivo do Prêmio é estimular a implementação de práticas inclusivas e aprimorar a gestão de políticas públicas, em especial na atuação com os municípios paulistas, com ações inclusivas voltadas ao segmento das pessoas com deficiência, que soma mais de 5 milhões no Estado de São Paulo. 




A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, convida para a cerimônia pública da entrega do Prêmio Governo do Estado de São Paulo - Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência 2010, a realizar-se no dia 15 de Dezembro de 2010, às 17h00*. Cerca de 300 inscrições participam do processo de seleção.
O objetivo do Prêmio é estimular a implementação de práticas inclusivas e aprimorar a gestão de políticas públicas, em especial na atuação com os municípios paulistas, com ações inclusivas voltadas ao segmento das pessoas com deficiência, que soma mais de 5 milhões no Estado de São Paulo. 

Acidente ocorreu no último sábado (11); Infraero diz que presta apoio necessário

O cadeirante Fernando Porto de Vasconcelos, de 71 anos, ficou gravemente ferido após cair do aparelho ambulift – utilizado para transportar portadores de deficiência motora das aeronaves até a área de desembarque - no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O acidente ocorreu no último sábado (11) e Vasconcelos está internado, desde então, no Hospital Santa Paula. (Imagem ao lado meramente ilustrativa)

Parentes da vítima contaram à Agência Record que, na tarde do sábado, Vasconcelos voltava de Brasília – onde fazia anualmente um tratamento de recuperação da locomoção – e pousou em Congonhas em um voo da companhia aérea Gol, por volta das 13h30. 

Por ser cadeirante, Vasconcelos teve que ser removido da aeronave com a ajuda do aparelho ambulift, que é acoplado a um caminhão. Quando rodava pela pista, o caminhão com o ambulift foi fechado por um outro veículo que taxiava na pista de Congonhas. Com a freada brusca, o idoso caiu do aparelho e caiu com a cabeça no chão. Assista o vídeo: http://www.r7.com/

Ele foi socorrido e levado para o Hospital Santa Paula. Em nota, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), responsável pela movimentação nos aeroportos do país, informou que prestou assistência ao passageiro e providenciou sua remoção imediata a um hospital particular. 

A empresa disse ainda que, em conjunto com a companhia aérea Gol, está acompanhando o estado de saúde do passageiro “a fim de prestar todo o apoio que se faça necessário”. A empresa afirma que abriu sindicância para apurar as responsabilidades pelo acidente. 

Procurada pela Agência Record, a assessoria de imprensa da Gol informou que está apurando com detalhes o caso e, posteriormente, enviará uma nota de esclarecimento.

Fonte: R7 e Deficiente Ciente

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Censo não oferecerá número confiável de pessoas com deficiência no Brasil

CENSO NÃO OFERECERÁ NOVAMENTE DADOS CONFIÁVEIS SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

O Censo de 2010, recentemente iniciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está utilizando novamente o método de amostragem para captar dados sobre as pessoas com deficiência. Dos grupos vulneráveis, somente esse segmento não consta em todos os formulários. A presidente do Conselho Nacional de Defesa da Pessoa com Deficiência (Conade), Denise Granja, argumenta que o método não será capaz de trazer dados confiáveis e satisfatórios para se traçar políticas públicas. “Em apenas um de cada dez questionários haverá perguntas sobre essas pessoas”, ressalta.

O IBGE usa um formulário comum a todos os entrevistados. Em uma de cada 10 casas visitadas há o acréscimo de outro formulário com questões para aprofundamento, é o caso das pessoas com deficiência. O fato ensejou vários protestos do segmento e uma representação junto ao Ministério Público Federal de São Paulo. Segundo o Conade, tanto o conselho quanto as pessoas com deficiência não tiveram acesso ao questionário para que pudessem intervir. Em Recife, de acordo com o presidente do Coned (Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência), Paulo Silva, um grande número de pessoas declararam não terem sido entrevistadas para o Censo de 2000.

Fonte: http://www.mp.pe.gov.br/ (10/12/10)
Referência: Rede Saci

MPF/SP recomenda ao TRT da Capital que garanta acessibilidade do portal da Internet a pessoas com deficiência visual

Site http://www.trt2.jus.br/ não dispõe de recursos que permitam o acesso porpessoacom deficiência visual

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região que tome as medidas necessárias para garantir às pessoacom deficiênciavisual o acesso ao portal eletrônico do Tribunal na Internet (www.trt2.jus.br). O órgão terá prazo de 60 dias para responder à recomendação, informando quais providências serão tomadas.

Nesse ano, o TRT da 2ª Região já foi oficialmente comunicado da necessidade de garantir acesso, no portal eletrônico, às pessoacom deficiência visual. “O Tribunal alegou que a realização dos serviços depende de previsão orçamentária, a qual não foi contemplada na Lei Orçamentária para 2010. Ainda não há mais informações sobre a programação para o exercício financeiro de 2011”, informou a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes, autora da recomendação.

O acesso de deficientes visuais em portais eletrônicos é amplamente garantido pela legislação nacional. A Convenção sobre Direitos das Pessoacom Deficiência, aprovado pelo Congresso Nacional em 2008, com status de emenda constitucional, determinou a todos os Estados partes que tomassem as medidas apropriadas para eliminar obstáculos e barreiras à acessibilidade, inclusive em serviços eletrônicos e de emergência, a fim de assegurar às pessoacom deficiênciao acesso a esses serviços em igualdade de condições com as demais pessoas.

A Lei 10.098/00 também determina ao poder público a eliminação de barreiras na comunicação,com a adoção de mecanismos e alternativas técnicas que “tornem acessíveis os sistemas decomunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade decomunicação”. Essa lei foi regulamentada pelo decreto 5.296/04, que fixou prazo de 12 meses para que fosse tornada obrigatória a acessibilidade nos portais eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores, para o uso das pessoacom deficiência.

Para o MPF, “já houve decurso de prazo para que o TRT da 2ª Região implementasse em sua página eletrônica as adaptações necessárias para a navegabilidade do usuário com deficiênciavisual”. 

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Mais informações à imprensa: Elaine Martinhão e Marcelo Oliveira
11-3269-5068
ascom@prsp.mpf.gov.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

Escada impede que candidata cadeirante acesse a mesa do Senado

DESRESPEITO E DESCASO!

Convidada para a abertura da 6ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência no Senado, a secretária de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência se viu impossibilitada de ter acesso à mesa da Casa.

Alguns degraus tornavam o local inacessível para Izabel Loureiro Maior, cadeirante e principal autoridade federal para o segmento. Ela integra a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência. Pela praxe, quem não está na mesa não é citado nos discursos dos congressistas, disse ela à Folha. "Não ser citada mostra a barreira."

"Infelizmente, hoje nós ainda não poderemos contar com sua presença aqui ao nosso lado, mas sinta-se como se aqui estivesse", disse Heráclito Fortes (DEM-PI), que presidia a abertura do evento, cujo slogan é "Acessibilidade está na moda".

Fortes também pediu desculpas pelo fato de o elevador que dá acesso às galerias, de onde o público acompanha as sessões, estar quebrado. É só por meio dele que um cadeirante chega ao setor.

Reportagem publicada pela Folha em novembro mostrou a falta de estrutura dos órgãos públicos federais com relação à acessibilidade.

À época, a responsável pelo programa Senado Inclusivo e chefe do cerimonial, Mônica Freitas, afirmou que o plenário era acessível por meio de uma rampa móvel.

Questionada ontem, disse que a rampa não existe mais. Segundo ela, uma reforma para dar acesso ao plenário está prevista para julho.

Fonte: Folha de S. Paulo e Deficiente Ciente

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pesquisa revela avanços e desafios na inclusão social de pessoas com deficiência

O compromisso existe e é internacional, assinado por todos os países que ratificaram a Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência.
                Os resultados das políticas públicas para sua inclusão social, no entanto, variam muito. Pesquisa do DataSenado fez um amplo balanço dos avanços e desafios para assegurar a cidadania das pessoas com deficiência, na voz dos próprios interessados. Para 57% dos entrevistados, a vida das pessoas com deficiência está melhor, mas 77% acham que seus direitos ainda não são respeitados no país.
                Foram realizadas 1.165 entrevistas e a amostra foi subdividida em três categorias: pessoas com deficiência física (759), visual (170) e auditiva (236). Essa proporção levou em conta o cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos das Pessoas com Deficiência (IBDD), organização não-governamental com sede no Rio de Janeiro e atuação nacional na promoção da inclusão social desses segmentos da sociedade. Os dados foram coletados entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro de 2010. Os resultados têm margem de erro de 3%.
                Na avaliação de 59% dos participantes do levantamento, o preconceito em relação às pessoas com deficiência está diminuindo. Para 38%, o maior desafio ainda é a inclusão no mercado de trabalho. A pesquisa apurou que 55% dos entrevistados realizam algum trabalho remunerado, sendo que 71% estão empregados em empresas privadas, 15% são funcionários públicos e 15% autônomos. As pessoas com deficiência auditiva são as mais empregadas (67%), seguidas por aquelas com deficiência física (54%) e visual (41%). Para 52%, a legislação existente sobre o mercado de trabalho (Lei de Cotas) torna mais fácil a contratação de quem tem deficiência. A discriminação no ambiente de trabalho, por outro lado, é apontada como uma realidade, frequente ou pelo menos parcial, por 43% dos entrevistados.
                Quando o tema é a educação, 51% das pessoas com deficiência entendem que o próprio adolescente deveria escolher a escola onde estudar. Se pudessem escolher, 69% dos entrevistados optariam por uma classe comum em uma escola regular. Mas as diferenças entre tipos de deficiência ficaram muito claras: para 77% das pessoas com deficiência física, a classe comum em escola regular seria melhor; mas a escolha muda quando são pessoas com deficiência auditiva (58%) e visual (54%). As críticas à falta de capacitação dos professores foram feitas por 38% dos entrevistados (48% entre deficientes auditivos). As instalações físicas não adaptadas foram apontadas por 33% (40% entre os deficientes físicos), ao passo que 21% dos deficientes visuais queixaram-se de material de ensino inadequado.
                No campo da informação, 68% dos entrevistados apontaram a TV como melhor meio para comunicar-se com as pessoas com deficiência, enquanto 77% apontaram a internet como principal meio para a busca de informações. Para 54%, as leis sobre o acesso da pessoa com deficiência à informação ainda são insuficientes.
                A questão da mobilidade urbana, por outro lado, apareceu como mais um motivo de reclamação. No caso da adaptação dos prédios, 64% acham que poucos edifícios públicos estão adaptados (66% no caso dos estabelecimentos comerciais). Ruas e calçadas adaptadas também são franca minoria, para 52% dos participantes da pesquisa. No caso do transporte público, um empate: 43% acham que ele atende bem a pessoa com deficiência e outros 43%, que não.
                Quando o tema é lazer, a pessoa com deficiência quer usufruir das mesmas atividades de recreação destinadas ao restante da população, mas em ambientes adaptados: 35% pedem a adaptação e 31% reivindicam mais opções de lazer. Por falta de recursos de acessibilidade, 64% das pessoas com deficiência física lamentaram não ter condições de praticar esportes (51% no segmento de deficientes visuais), 25% das pessoas com deficiência auditiva disseram não poder ir ao teatro e 23% das pessoas com deficiência visual deixaram de ir ao cinema.
                O planejamento da pesquisa "Condição de vida das pessoas com deficiência no Brasil" levou o DataSenado a estudar meios para assegurar plena condição de resposta às pessoas, independente de sua deficiência. Assim, o questionário telefônico foi aplicado para quem tem deficiência física ou visual. E um questionário eletrônico foi desenvolvido especialmente para as pessoas com deficiência auditiva. As perguntas escritas foram redigidas a partir de pressupostos linguísticos específicos para pessoas com deficiência auditiva. E todas essas questões foram também apresentadas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas em vídeo. Esses vídeos foram elaborados pela TV Senado, com apoio da equipe de intérpretes de Libras do Senado Federal.

Da Redação/Agência Senado (Com informações da Secretaria de Pesquisa e Opinião) (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Santander diz que ainda não cumpre cota de 5% de pessoas com deficiência


O Santander confessou que não está cumprindo a legislação que prevê a cota de 5% de pessoas com deficiência (PCD) no quadro de empregados. A afirmação foi feita durante reunião específica com a Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Fetec-SP e Afubesp, ocorrida nesta quinta-feira, dia 10, na Torre do Santander, em São Paulo. O encontro havia sido agendado no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT).

As entidades cobraram o respeito à legislação, como forma de inclusão social das pessoas com deficiência. O banco espanhol alegou que, apesar dos seus esforços, não está conseguindo contratar o número suficiente de trabalhadores e colocou o e-mail diversidade@santander.com.br à disposição dos interessados para receber pedidos de emprego e currículos.

Apresentação

O banco fez uma apresentação do Programa de Valorização da Diversidade. Conforme a representante do Santander, os temas priorizados são: questões raciais, questões de gênero, pessoas com deficiência, diversidade etária (jovem aprendiz e pessoas com mais de 45 anos) e diversidade sexual.

Para discutir cada uma dessas áreas, o banco possui grupos de diálogo, formando um Comitê de Diversidade que elabora propostas para apreciação do Comitê Executivo. Os dirigentes sindicais reivindicaram participação. O banco ficou de avaliar a proposta.

Segundo a representante, o Santander visa a inclusão de pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, múltipla e reabilitado. O banco também está integrado no Programa de Inclusão e Capacitação de Pessoas com Deficiência da Febraban, buscando proporcionar capacitação específica em atividades bancárias.

Para tanto, o banco disse que essas pessoas são contratadas como funcionários desde o início do treinamento. Quem não tem ensino médio completo cursa o supletivo de 12 meses. Depois, são remanejadas para as áreas do banco.

Em relação à acessibilidade, o banco afirmou que investe em estacionamento com vagas para PCD, acesso (piso tátil), mobiliário e sanitários adaptados, rampas, elevadores com software de voz, ATM universal e funcionários na rede de agências aptos para se comunicar em libras com os clientes, dentre outras necessidades específicas.

As pessoas com deficiência intelectual possuem jornada de quatro horas diárias e contam com o apoio de ONGs especializadas.

Questionamentos

Após a apresentação, os dirigentes sindicais salientaram a importância de valorizar a diversidade e recordaram que os programas implantados pelos bancos são frutos da mobilização das entidades sindicais pela igualdade de oportunidades. Mas ainda há muitos desafios pela frente para acabar com as discriminações, a falta de expectativa de crescimento na empresa e as falhas no acolhimento.

O funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, pediu a relação dos funcionários, com a lotação e o tipo de deficiência de cada um, a exemplo da lista de trabalhadores que pode ser solicitada pelos sindicatos, conforme garante o acordo aditivo. O banco ficou de analisar a proposta.

O empregado do Santander e diretor da Fetec-SP, José Roberto Santana, lamentou que "a lei da cota de 5% de pessoas com deficiência, que já tem 19 anos, ainda não é cumprida pelo banco". Ele contou que foi admitido pelo projeto Talentos sem Barreiras, mas não recebeu promoções. "Isso mostra que as barreiras continuam", denunciou.

"A exclusão de pessoas com deficiência tem sido cobrado das empresas e do Estado, a fim de que cada um faça a sua parte", enfatizou o aposentado do Santander, diretor da Afubesp e vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Isaías Dias.

Problemas e reivindicações

Os dirigentes sindicais ainda discutiram com o banco os problemas e as reivindicações específicas, aprovadas em encontro de funcionários com deficiência, em São Paulo. Uma das demandas é a concessão de um auxílio para transporte e estacionamento aos funcionários com deficiência, pois muitos estão impossibilitados de utilizar o transporte coletivo. O banco ficou de estudar essa proposta.

Os trabalhadores ainda reivindicaram a cessão de uma cadeira motorizada para cada cadeirante, com a finalidade de utilização no trabalho, a exemplo do Banco do Brasil, propiciando maior mobilidade e conforto.

Nova reunião será agendada pelo banco nos próximos dias para continuar os debates. As entidades querem melhorar a acessibilidade e as condições de trabalho, bem como garantir inclusão com valorização e qualidade das pessoas com deficiência, respeitando as diferenças e limitações, com treinamento adequado e oportunidades de crescimento e ascensão profissional.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Prêmio Governo do Estado de São Paulo - Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência 2010


A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, convida para a cerimônia pública da entrega do Prêmio Governo do Estado de São Paulo - Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência 2010, a realizar-se no dia 15 de Dezembro de 2010, às 17h00, na Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Cerca de 300 inscrições participam do processo de seleção. Será uma grande festa para reconhecimento público das práticas inclusivas implementadas no Estado de São Paulo. Venha conferir os vencedores, torcer e aplaudir as organizações que atuam na área da deficiência e que serão homenageadas.  

Participe dessa Grande Festa!!!
Prêmio Governo do Estado de São Paulo - Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência - Edição 2010: dia 15 de Dezembro de 2010, às 17h00, na Sede da Secretaria, av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP (ao lado metrô e terminal Barra Funda).

O tema dessa edição será: “As Pessoas com Deficiência e o Mercado de Trabalho: o Papel do Próximo Governo”, e o evento contará com a participação dos palestrante:
Izabel Maior – Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Linamara Rizzo Battistella – Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
José Carlos do Carmo – Médico Sanitarista e do Trabalho e Auditor Fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo do Ministério do Trabalho e Emprego
Mara Gabrilli – Vereadora do Município de São Paulo e Deputada Federal Eleita para a Legislatura 2011/2014
15 de dezembro de 2010
das 14h00 às 18h00
Auditório Sede Serasa Experian 

MAIS UM CASO DE PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO!


Contrariada por negativa, Jéssica prestará vestibular em outra instituição

Decepcionada, Jéssica de Souza, 17 anos, não quer mais saber do vestibular para Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Deficiente visual desde que nasceu, a estudante pediu à Comissão Permanente de Seleção (Coperse) para utilizar a sua máquina de braile durante o concurso, em janeiro, mas teve o pedido negado. 

A solicitação de duas horas adicionais — apoiada por um atestado médico em anexo — também recebeu resposta negativa da universidade. Os pedidos de atendimento especial são feitos por meio de um formulário que deve ser preenchido após o término da inscrição regular. 

Aluna do último ano do Ensino Médio do Colégio Pastor Dohms, na Capital, Jéssica acompanha as aulas normalmente, sempre com a máquina que, na prática, é sua caneta. A diferença é que os trabalhos têm de ser traduzidos do braile para o português pela mãe ou por professores especializados. 

Jéssica poderia usar máquinas de braile fornecidas pela UFRGS, mas explica que se sentiria insegura sem o seu equipamento de hábito. Contrariada com a negativa, ela fará vestibular na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). 

A estudante foi atendida pela UFRGS em uma série de outros itens solicitados, como prova em braile, sorobã (aparelho para cálculos matemáticos) e sala com profissionais para darem suporte. Mas alguns dos pedidos foram novidade para a universidade: 

— Nunca ninguém pediu horas a mais (alunos com necessidades especiais já contam com uma hora além dos demais), mas isso pode ser conversado. Da mesma forma, nunca ocorreu de um candidato pedir para levar sua máquina de casa, pois temos as nossas aqui — explica Maria Adélia Pinhal de Carlos, presidente da Coperse, reiterando que a UFRGS deseja que a candidata faça o vestibular. 

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br